Saltar directamente a los contenidos
Comunidad Universitaria
Infórmate
Prepárate
Noticias
UNIVERSIA EN ...
CONTENIDO EN RED
Publicidad
Publicidad
Contenidos
Noticia
07/12/2007.
Quiçá os segredos que um homem não contou em vida possa desvelá-los seu corpo morto: «Algo do alma furtiva fica num cadáver recente». A doutora Violeta Cruz, anatomista de profissão e compositora de boleros, reconstrói a vida de um homem enquanto disseca seu cadáver. Trata-se de Nathan Leopold, menino prodígio e embalsamador de pássaros, autor do «crime do século» segundo as crônicas de então, que passou trinta anos em prisão e foi exilado a Porto Rico. Ali conhecerá a outros personagens igualmente insólitos: Sammy Davis junior, o cantor de sorriso doliente, ou a bela leprosa Carmen; e roubará a múmia de um sábio egípcio com a que manterá uma turbadora relação.
Marta Aponte Alsina, que se consolidado como uma das vozes literárias mais pessoais e inovadoras do Caribe desde que, em 1994, irrompesse no panorama narrativo com Angélica furiosa, reafirma nesta novela sua fascinação pelos pontos de vista invulgares, pelas criaturas marginais e extraordinárias, pelas "outras" miradas, e o faz através de uma escritura brilhante, com plena maturidade estilística e uma força expressiva que já anunciou em suas anteriores obras.
O resultado é uma novela deslumbrante, que entremezcla vivos e mortos, o humor e o erotismo, o tenebroso e a ternura, e que nos convida a reflexionar sobre nosso lugar neste mundo e no outro.
Acaba de ser publicada em Espanha pela editorial Vinte e sete Letras e se distribui também em Porto Rico.
A AUTORA (Cayey, 1945).
Depois de Angélica furiosa (1994), Aponte Alsina publicou O Quarto Rei Mago (1996), finalista no concurso de novela Sor Juana Inés da Cruz que se celebra anualmente dentro do marco da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. Sua seguinte obra, o livro de relatos A casa da louca (1999), recebeu uma menção de honra do Instituto de Literatura Puertorriqueña. Em 2002, Alfaguara publica uma nova edição desta obra com três textos inéditos. Em seus títulos mais recentes, a novela curta Vampiresas (2004) e a coleção de relatos Fúgate (2005), explora, reinventando-os, os gêneros de terror e policíaco. Trabalhos seus foram incluídos na antologia de narradoras latinoamericanas Essas malditas mulheres, editada por Angélica Gorodischer; nos novos canibais, antologia de narradores do Caribe hispano e em Literatura puertorriqueña do século XX. Pertence ao diretório da Rede Latinoamericana de Escritoras (RELAT). Na atualidade, dedica-se de cheio à criação literária. Sexto sonho é sua quarta e mais ambiciosa novela.
«Uma das vozes mais originais dos últimos anos. Singelamente, nossa novelista teve o valor de dever-se só a ela mesma como escritora; de atrever-se a fazer literatura em seus próprios termos. A escritura de Marta Aponte, efetivamente, não forma escola com ninguém. Formará escola», Luz López-Baralt, Universidade de Porto Rico.
«Marta Aponte Alsina é uma voz singular. Sua voz tem um timbre muito próprio de narradora experimentada. Há nela uma palmaria busca de originalidade quando desdenha consabidos tópicos literários que saturaram a temática narrativa? Uma voz treinada, segura, provocante», José Alcántara Almánzar, Listín Diário, Santo Domingo.
«A obra de Marta Aponte Alsina ilustra aproximações inovadoras a uns temas obsessivos na literatura de Porto Rico, universalizándolos», Rita de Maeseneer, Universidade de Bélgica.
«É uma escritora com plena maturidade estilística, possuidora de uma prosa fluída, rítmica e erudita», Rafael Trelles, O Novo Dia.
«Os textos de Aponte Alsina jamais têm estado enfatizados pela ingenuidade e o gateo literário que usualmente se entreveran nos textos primerizos da maioria dos narradores do país. Todos seus textos gozam da impronta de uma voz narrativa que conhece bem os materiais de sua arte», Francisco Font, Radio Universidade.
«Marta Aponte Alsina confirma sua habilidade para criar peças de alta qualidade narrativa para um público leitor amplo», Manuel Clavell, O Novo Dia.
«A contribuição desta escritora no âmbito cultural puertorriqueño foi importante. O mundo que constrói é imaginação solta, esse âmbito fantástico e estranho que só aqui, nesta grande casa do Caribe, permitimo-nos caminhar livremente», Rafael Acevedo, Clareza.
Editorial VINTE E SETE LETRAS
Vinte e sete Letras, constituída em Madri e dirigida por Viviana Paletta e María Moreno, é uma editorial literária e de pensamento que aposta pela ficção e o ensaio escritos em espanhol, com especial atendimento a Hispanoamérica, e por obras não disponíveis da cultura universal que merecem ser resgatadas para as atuais gerações de leitores.
Iniciou sua andadura o passado mês de setembro com a publicação de três obras que se distribuem também em Porto Rico.
A novela O profundo Sul, de Andrés Rivera, inaugura a coleção de narrativa As eras imaginárias. Rivera foi reconhecido por crítica e público como um dos mais importantes escritores argentinos vivos, prêmio nacional de literatura e credor de uma extensa obra. No profundo Sul, a partir dos breves mas vigorosos traços biográficos de quatro personagens cujas vidas se cruzam e trocam um dia da Semana Trágica bonaerense de 1919, interroga-se sobre o andamiaje da violência, do rancor e a frustração, sobre a ingenuidade de certas paixões e a fragilidade da existência. A contenção e o ritmo narrativo de sua prosa, a seleção das palavras e seus silêncios nos situam ante uma obra de bela e infreqüente intensidade.
«Conheci a muitos escritores e artistas. Quase todos são piores do que sua obra. Andrés Rivera é uma das poucas pessoas que tem a estatura do que escreve», Guillermo Saavedra, Clarín.
«Um clássico da literatura argentina atual», Babelia.
«Esta novela é fibra pura», Javier Rodríguez Marcos, O País.
«? uma voz contundente, com umas metáforas luminosas, demolidoras, afiadas? Rivera sabe como tocar as fibras sensíveis, como conseguir que doa esta história breve», Emma Rodríguez, O Mundo.
«?converte cada uma das frases em que desprega suas narrações em sólidas pedras inamovibles», Antonio Jiménez Morato, Público.
«Rivera faz soar a palavra exata, seduz com um distanciamento poético que não lhe distrai de chamar às coisas por seu nome e de ser preciso, escueto, cortante e até notarial», Ernesto Calabuig, O Cultural.
«A prosa de Rivera se dispara com a efetividade implacável de um arma mortal: evita os períodos longos e submete o ritmo narrativo a um metralleo do que elimina o patetismo», Arturo García Ramos, ABCD as Artes e as Letras.
Sexto sonho é, precisamente, o segundo título desta coleção.
A coleção In/mediações recupera o ensaio Três milênios de Europa. A consciência européia através dos textos, do suíço Denis de Rougemont, quando se cumprem 50 anos do nascimento da União Europa. A vida e obra de Rougemont estiveram impregnadas sempre de um firme compromisso intelectual humanista. Sua reflexão girou em torno de dois temas essenciais: o amor (é autor do amor e Occidente) e Europa. Este ensaio é uma fascinante viagem no tempo através da idéia de Europa, uma brilhante síntese das reflexões que mais de cem pensadores e escritores realizaram ao longo de três mil anos sobre ela e que recorda quem foram seus construtores intelectuais: de Hesíodo a Carlomagno, de Pierre du Bois ou Tomás de Aquino ao Abade de Saint-Pierre, de Leibniz ou Voltaire a Condorcet, de Kant a Hegel, de Mazzini, Hugo, Tolstoi ou Dostoievski a George Sorel, de Spengler a Valéry, Ortega, Weil ou Madariaga.
«Se devemos pedir a um clássico, portanto, atualidade e vigência, tanto em seu conteúdo como em suas propostas, creio que é neste sentido no que, sem dúvida alguma, a obra de Denis de Rougemont Três milênios de Europa. A consciência européia ao través dos textos é um dos clássicos do pensamento europeísta, pois estas páginas escritas faz meio século continuam tendo plena vigência em relação com uma União Européia que hoje leva já cinco décadas de vida oficial», Fernando Benito Martín.
«Se você sente que os intermináveis debates de Bruxelas debilitam sua fé europeísta -as vezes passa- pode encontrar um bom reconstituyente nos textos que Rougemont reuniu em Três Milênios de Europa», Juán Avilés, O Cultural.
Sacrificiales, do poeta colombiano Rómulo Bustos, é o primeiro título da coleção Enxoval de fronteira. Bustos, duas vezes premeio nacional de poesia, pertence à chamada «geração invisível», ironia que designa aos poetas colombianos nascidos nos cinquenta. Sua poesia ?como a de outros grandes criadores: Aurelio Arturo, Álvaro Mutis ou Giovanni Quessep? afasta-se do barroquismo, da escuridão metafórica e do coloquialismo que prevalece a ambos lados do Atlântico. Procura um poema luminoso, polido, breve. Seu estilo original impede incluí-lo em nenhuma escola ou movimento estético particulares.
«A alta qualidade de Rómulo Bustos, um dos grandes poetas colombianos vivos», Oscar Collazos
«A escritura do colombiano recorre a uma linguagem depurada, que procura o essencial e evita todo excesso retórico? Como nos ensina no poema "Fruta akki", Bustos sabe muito bem que o poema é sempre um desafio, uma surpresa para seu próprio criador, que não pode prever seu sucesso ou seu fracasso. Felizmente, para ele e para nós, seus leitores, este poemario está cheio de frutos maduros, de boa e necessária poesia», José Luis Gómez Toré, Pata de galo- Revista de poesia
Publicidad
Sitios recomendados