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24/12/2003
No Porto Rico contemporâneo, os cidadãos abastecem suas reservas de alimentos como prevenção das parrandas musicais e os jantares natalinos, no entanto quando o País era uma sociedade agrícola, as comidas natalinas estavam condicionadas à dei
Marcos Pérez Ramírez
Redação Universia Porto Rico
øCOZINHA-A camponesa sempre esteve condicionada pela agricultura. O cultivo que estivesse a mão era a base para a criação de novas receitas. Esta é uma das explicações à diversidade de expressões culinárias regionais num país de pouca extensão territorial como Porto Rico.
Os produtos, frutos e especiarias trazidos a Porto Rico desde Espanha, Oriente Médio, África e Ásia na época da conquista e a colônia espanhola, são depoimento da influência de culturas longínquas na arte culinária puertorriqueño.
Graças ao historiador Frei Bartolomé Das Casas, quem descreve alguns alimentos indígenas como o ají, o casabe e a batata doce, entre outros, e que explica a adaptação do conquistador espanhol à sociedade indígena, é possível traçar o começo e desenvolvimento da cozinha crioula.
Foram os produtos indígenas, misturados com o açúcar, o sal, o azeite e o vinagre, numa variedade de técnicas de coción, os que deram vida à cornucopia alimentaria de Porto Rico.
A cozinha crioula é uma arte popular pelos razgos da vida camponesa e de povo que ainda conserva. Durante a época natalina há um despregue deste afazer em cada rincão do País. A cozinha natalina em Porto Rico acusa à presença dos produtos que se utilizavam desde a época pré-hispânica, com a subsequente integração das culturas ibéricas e negroides.
De igual forma, o natal e a religião em nosso povo vão da mão. Entre os indígenas, a alimentação possuía um matiz religioso. Os habitantes de Borikén -nomeie pré-hispânico de Porto Rico- agradeciam a seus deuses a abundância e clamavam quando tinha necessidade.
Os natais se festejam ao redor do mundo, mas em Porto Rico marcam uma época de celebração pelo nascimento do menino Jesús, sem relegar as constumbre subjacentes das impressões culturais taínas e negroides. Toda esta algaravia vai acompanhada de uns padrões alimentarios que não excluem o jolgorio e a algazara.
Durante as festividades natalinas se faz um despregue de alimentos e técnicas culinárias e de um menu suculento e variado. A presença constante do arroz com gandules, morcelas, docinhos, leitão, guineitos em escabeche, tembleque, arroz com doce, turrones, avelãs, nozes e coquito, como se de uma comunhão se tratasse, não é casualidade. Todas estas delícias natalinas, têm seu lugar na história. ¡Feliz Natal!
Foto: Prato de arroz com gandules, batata doce e leitão assado.
A professora Wanda Pantojas da Universidade de Porto Rico em Carolina, colaborou com nesta notícia.
Primeira notícia de uma série de duas. Amanhã: "Tradição saborosa". Leia como influíram as culturas taina, espanholas e africanas em algumas receitas natalinas.
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