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Viernes :: 12 / 03 / 2010
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28/02/2003
Esta organização, dedicada ao resgate e reabilitação de mamíferos marinhos varados ou encontrados em grave estado de saúde, que fez parte dos manchetes noticiosos recentemente pela morte do manati Ochi, e que liberará proximamente a seu homólog
Por Penélope Castelhanos
Escola de Comunicação, UPR de Rio Pedras
Bem mais lá do interesse das massas por esta entidade, que conseguiu muito auge pelo famoso caso de Moisés, o manati e mais tarde pela foca encapuzada Wadadlí, a Rede se destaca pelo labor encomiable dos profissionais e estudantes dedicados ao estudo, proteção e reabilitação dos mamíferos marinhos em Porto Rico.
Segundo manifestou a Universia o doutor Antonio Mignucci Giannoni, diretor do também conhecido como Laboratório de Mamíferos Marinhos do Caribe, a "Rede não é algo fora do comum é nosso trabalho que tem um fim educativo e de informar à gente sobre o progresso destes animais".
Explicou ademais do que a maior parte do orçamento da Rede prove de fundos que lhe atribui a Legislatura e a Universidade Metropolitana (UMET), à qual está adscrita. É esta entidade acadêmica quem lhe provê ao redor do 40 por cento dos fundos, isto como parte do acordo cooperativo entre ambas Instituições. Segundo o acordo, a Rede lhes provê experiência aos estudantes da Escola de Assuntos Ambientais, e a mudança das instalações, voluntários e seu apoio econômico que recebem da Instituição.
Por outro lado, o também professor de Oceanografia na Escola de Ciências da (UMET), também admitiu que toda a cobertura dos meios de comunicação em certo modo beneficia à Rede no sentido que atrai doadores para o projeto, mas que "esta não é a prioridade"pois contam, entre outros auspiciadores, com a UMET bem como com entidades privadas que continuamente oferecem seus donativos. Assim surgiu a campanha que atualmente se anuncia da Rede junto American Express, a qual se deu por iniciativa de dita agência.
A Rede Caribenha de Varamientos, organização que tem o compromisso de devolver os animais que atende a seu habitat natural depois de recuperados, conta com um laboratório marinho localizado nos terrenos da UMET em Cupey.
Mas a Rede é bem mais do que resgate e libertação de animais. Como parte de seu labor social, também leva um intenso plano de educação à comunidade sobre como tratar este tipo de animais e pesquisa continuamente o habitat e condições de vida dos mesmos. É a única entidade autorizada no Caribe para manter em cativeiro e reabilitar mamíferos marinhos pela agência federal Fish and Wild Life Services. "O dia a dia é tratar aos animais que estão em reabilitação e levar a cabo todas as investigações e todas as análises dos trabalhos científicos. Esses trabalhos se levam a cabo mas também há que fazer uns relatórios que se publicam depois", expressou Mignucci.
No âmbito científico a Rede goza de um status de preferência, pois ainda que é uma instituição sem fins de lucro pequena, conta em sua ter com mais de 31 publicações de suas investigações e achados em revistas científicas e 83 apresentações profissionais em simpósios, conferências e encontros internacionais. São estes encontros os que ajudam ao reconhecimento da rede no ponto de que "tem uma profundidade profissional bastante alto ... somos reconhecidos, nós recebemos e-mails de gente de todas partes do mundo que querem vir fazer internados aqui , de Espanha especialmente, de México e Colômbia... mais das que podemos aceitar", adicionou o cientista.
A Rede também lhe brinda seus serviços a outros países caribenhos como Colômbia, Venezuela, Costa Rica, México, República Dominicana, Aruba entre outros, dos quais a sua vez utiliza algumas dependências como aquários.
Atualmente, além de preparar a Rafael para sua libertação, o pessoal se concentra em realizar censos da população de manatíes na costa sul de Porto Rico, na renovação de permissões e adicionar novas dependências às instalações.
Para realizar tudo isto, a Rede conta com um pessoal de 25 almas entre estudantes da UMET, a Universidade de Porto Rico e Interamericana , bem como voluntários e profissionais que realizam todo tipo de trabalho para o bom funcionamento da mesma, com uma unidade de resgate e uma embarcação para atender os reportes de animais varados.
Precisamente muitos dos varamientos ou mortes ocorrem quando estes animais são golpeados por motoras aquáticas, as quais por falta de regulamentação se lhes permite seu uso em zonas onde habitam manatíes ou restantes mamíferos marinhos. A rede se propõe, portanto, conseguir que se crêem novas ou se emendem as leis de navegação. "Faz falta umas leis de controle de velocidade em certas áreas, por que isso é o que mata os manatíes. Faz falta uma emenda a essa lei na que se definam umas velocidades e umas áreas de não-entrada para essas áreas de manatíes e isso não se fez", explicou Mignucci.
No entanto, a rede sempre procura brindar um melhor serviço e por isso estão no processo de construir um área de preparação de alimentos, para a qual têm os fundos "mas falta a permissão da Universidade"explicou o doutor Mignucci. Enquanto, seguem concentrando-se na realização dos censos ao redor de tudo Porto Rico, publicar mais de 15 artigos sobre investigações recentes e nos trabalhos de reabilitação.
Por isto a rede "tem um bom futuro pois o laboratório funciona bem com a relação com a Universidade Metropolitana e é muito bom isto de utilizar os estudantes para prática, eles prendem muito e adquirem muita experiência, nós pois levamos a cabo o trabalho e nos dá o espaço para publicar nossa investigação que é nossa forma de contribuir cientificamente ao futuro", concluiu Mignucci.
Para mais detalhes sobre a Rede Caribenha de Varamientos visite a página Web: http://rcv.caribe.net. Para reportar varamientos pode chamar ao (787)-399-VIDA(8432).
Fotos:
1. Foca Wadadlí
2. Dr. Mignucci
3. Helicóptero de censo
4. Unidade de resgate
Fuente:
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